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sábado, 20 de outubro de 2012

Elegia...


Há coisas que a gente não sabe nunca o que fazer com elas...

Uma velhinha sozinha numa gare.

Um sapato preto perdido do seu par: símbolo

Da mais absoluta viuvez.

As recordações das solteironas.

Essas gravatas

De um mau gosto tocante

Que nos dão as velhas dias.

As velhas tias.

Um novo parente que se descobre.

A palavra "quincúncio".

Esses pensamentos que nos chegam de súbito nas ocasiões mais impróprias.

Um cachorro anônimo que resolver ir seguindo a gente pela madrugada na cidade deserta.

Este poema, este pobre poema

Sem fim...
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Mario Quintana...

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