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quarta-feira, 7 de março de 2012

Subversiva ...

A poesia

quando chega

não respeita nada.

Nem pai nem mãe.

Quando ela chega

de qualquer de seus abismos

desconhece o Estado e a Sociedade Civil

infringe o Código de Águas

relincha

como puta

nova

em frente ao Palácio da Alvorada.

E só depois

reconsidera: beija

nos olhos os que ganham mal

embala no colo

os que têm sede de felicidade

e de justiça

E promete incendiar o país...
.
.
.
Ferreira Gullar...

2 comentários:

  1. Olá tudo de bom ...

    Este é violento , mas bonito ...

    Abraço

    Ernesto

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  2. Rsrsrsrsr... Tive dúvida em postar esse poema, pois também achei, mas como gostei, respirei fundo e mandei ver....rsrsrrs...Beijão...

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