A poesia
quando chega
não respeita nada.
Nem pai nem mãe.
Quando ela chega
de qualquer de seus abismos
desconhece o Estado e a Sociedade Civil
infringe o Código de Águas
relincha
como puta
nova
em frente ao Palácio da Alvorada.
E só depois
reconsidera: beija
nos olhos os que ganham mal
embala no colo
os que têm sede de felicidade
e de justiça
E promete incendiar o país...
.
.
.
Ferreira Gullar...

Olá tudo de bom ...
ResponderExcluirEste é violento , mas bonito ...
Abraço
Ernesto
Rsrsrsrsr... Tive dúvida em postar esse poema, pois também achei, mas como gostei, respirei fundo e mandei ver....rsrsrrs...Beijão...
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