Um dia eu senti que precisava abrir a minha mente,
mas vi que sozinho não podia.
Tinha a senha, o segredo, a chave,
mas precisava de alguém que me ajudasse a girar a maçaneta.
A luz da psicologia invadiu-me por uma fresta.
Vasculhou cada cantinho secreto,
Deitou, rolou, fez a festa.
Mas com muita sutileza para não me assustar.
Quando chorei
Não me consolou.
Deixou que eu chorasse mais até eu entender
que de nada valia meu pranto de coitadinho Menti.
Não me condenou,
Mas também não me deu credito
E vi na indiferença um poderoso remédio,
Pois mentir para mim mesmo era como
usar contra a própria cabeça uma arma sem munição.
Nem ao menos um pequeno barulho de festim...
Mudei a estratégia.
Exaltei-me, falei do meu heroísmo, das minhas proezas
Porém a indiferente psicologia, acho que nem me ouvia.
E lá estava eu de novo perdido no meu tão pequeno mundo.
Tentei tantas outras coisas e a cada questionamento
Eu tinha por resposta a minha própria pergunta reformulada
Como que no reflexo de um espelho.
Esgotado todos os meus recursos arrisquei dar a sentença final.
Conclui que a minha vida é um enigma
E eu mesmo sou a solução
Que o amanhã virá, e de alguma forma eu estarei lá.
E só então saberei o que não tem a mínima importância:
Saberei se estou certo ou errado...
.
.
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Marcos Roberto...

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