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sábado, 17 de março de 2012

Bóiam leves, desatentos...



Bóiam leves, desatentos



Meus pensamentos de mágoa,


como no sono dos ventos,


As algas, cabelos lentos






Do corpo morto das águas.


Bóiam como folhas mortas,


À tona de águas paradas.


São coisas vestindo nadas,






Pós remoinhando nas portas


Das casas abandonadas.


Sono de ser, sem remédio,






vestígio do que não foi,


Leve mágoa, breve tédio,


Não sei se pára, se flui;


Não sei se existe ou se dói...
.
.
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Fernando Pessoa...

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